Mercado Imobiliário: Investir em Tijolos Ainda Compensa?

Mercado Imobiliário: Investir em Tijolos Ainda Compensa?

Em um cenário econômico em constante transformação, muitos se perguntam se o investimento em imóveis ainda vale a pena.

Com a queda da Selic e o crescimento do setor, novas oportunidades surgem para quem busca segurança e rentabilidade.

Este artigo explora os dados e tendências, oferecendo uma análise detalhada para ajudar você a tomar decisões informadas.

Cenário Macroeconômico e de Juros

O mercado imobiliário brasileiro está prestes a entrar em um novo ciclo, impulsionado por mudanças nas taxas de juros.

Com a Selic em trajetória de queda, o crédito habitacional tende a ficar mais acessível e barato.

Isso amplia a base de compradores, aquecendo a demanda e criando um ambiente favorável para investidores.

Além disso, a inflação em declínio e um dólar mais fraco contribuem para um cenário positivo em 2026.

Apesar de um crescimento econômico moderado, o setor imobiliário tem se mostrado resiliente e em expansão.

  • Projeções indicam um novo ciclo do mercado imobiliário ancorado na redução da taxa básica de juros.
  • A combinação de fatores macroeconômicos deve sustentar um ambiente de crédito mais farto.
  • O PIB brasileiro deve crescer cerca de 1,5%, mas o setor continua acima da média.

Dinâmica Recente do Mercado (2024-2025)

O ano de 2025 foi marcado por um desempenho excepcional no mercado imobiliário.

Lançamentos e vendas atingiram níveis históricos, mesmo com juros elevados no início do período.

Isso reflete uma confiança renovada dos consumidores e a solidez do setor.

  • No primeiro semestre de 2025, os lançamentos cresceram 31,9% em volume e 34,6% em valor.
  • As vendas aumentaram 6,9% em volume e 5,9% em valor, demonstrando aquecimento consistente.
  • O segmento popular, impulsionado pelo Minha Casa Minha Vida, teve um crescimento de 15% no volume.

Uma pesquisa revelou que 49% dos brasileiros pretendem comprar um imóvel em até 24 meses.

Essa intenção recorde é motivada pela busca por moradia melhor e oportunidades de investimento.

Preços dos Imóveis e dos Aluguéis

Os preços dos imóveis têm subido acima da inflação, oferecendo proteção contra a desvalorização monetária.

Em 2025, o Índice FipeZap registrou uma alta de 6,22%, superando a inflação de 5,17%.

Especialistas preveem que essa tendência continuará em 2026, mesmo com a redução da Selic.

  • Fatores como custos de construção elevados e escassez de terrenos bem localizados pressionam os preços para cima.
  • As cidades de Goiânia e Fortaleza são apontadas como locais com espaço para valorização.
  • Já Curitiba e Porto Alegre podem enfrentar mais dificuldades no curto prazo.

Os aluguéis também avançaram, reforçando o caráter de proteção inflacionária do imóvel como ativo.

Oferta, Estoque e Risco de Desequilíbrio

O estoque de imóveis novos tem caído, criando uma pressão de alta sobre os preços.

Segundo a CBIC, há cerca de 290 mil unidades no país, representando apenas 8,2 meses de vendas.

Isso indica uma janela de valorização para investidores que compram antes de novos ciclos de oferta.

  • Em São Paulo, a velocidade de vendas chegou a 13-14% ao mês, confirmando alta liquidez.
  • O estoque enxuto pode levar a um desequilíbrio, com risco de pagar caro em entradas tardias.
  • Investidores devem monitorar a relação oferta-demanda para aproveitar oportunidades.

Crédito Imobiliário e Programas Públicos

A queda da Selic e a expansão do crédito habitacional são fundamentais para o cenário de 2026.

Programas como o Minha Casa Minha Vida, com a nova Faixa 4, ampliam o público atendido.

Isso significa financiamento mais barato e maior liquidez para quem investe para revenda.

  • A Faixa 4 do MCMV atende famílias com renda de até R$ 12 mil, impulsionando o segmento popular.
  • Há anúncios de crédito imobiliário para a classe média, com teto de financiamento de até R$ 2,25 milhões.
  • Mudanças no compulsório da poupança devem favorecer empreendimentos voltados à classe média.

Para a classe média, espera-se que os preços acompanhem a inflação, com demanda consistente.

Já nos segmentos populares, há potencial para aumentos maiores, devido à forte demanda.

Segmentos de Mercado e Comparação com Outros Investimentos

Diferentes segmentos do mercado imobiliário oferecem oportunidades variadas.

Imóveis populares e aluguéis tendem a ter maior valorização, enquanto a classe média pode ver estabilidade.

Comparado a outros investimentos, como ações ou títulos, o imóvel oferece segurança e proteção tangível.

  • Investir em imóveis pode proporcionar renda passiva através de aluguéis e valorização de capital.
  • No entanto, requer um capital inicial maior e pode ter menor liquidez que ativos financeiros.
  • A diversificação é chave: considerar imóveis como parte de um portfólio equilibrado.

Riscos e Tendências de Médio Prazo

Investir em imóveis não está livre de riscos, como flutuações econômicas e mudanças regulatórias.

A escassez de mão de obra qualificada e custos elevados podem impactar a rentabilidade.

Mas as tendências apontam para um crescimento sustentado do setor nos próximos anos.

  • Riscos incluem a possibilidade de bolhas imobiliárias em certas regiões ou segmentos.
  • Tendências como a digitalização e sustentabilidade estão moldando novos modelos de negócio.
  • Manter-se informado sobre dados macroeconômicos e políticas públicas é essencial.

Conclusão

Investir em tijolos ainda compensa, especialmente em um cenário de juros em queda e demanda aquecida.

Com dados robustos e uma análise cuidadosa, é possível encontrar oportunidades valiosas no mercado.

Lembre-se de considerar seus objetivos financeiros, perfil de risco e o contexto econômico.

O mercado imobiliário brasileiro oferece uma jornada de crescimento e estabilidade para quem está disposto a explorá-lo.

Robert Ruan

Sobre o Autor: Robert Ruan

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